segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Discurso para Descerramento da Placa

Segue o discurso que fiz para o Descerramento da Placa da Turma concluinte 2009 do CEI.

Srs. Diretores, Coordenadores, Mestres, Pais,formandos, enfim, caros amigos

Mesmo antes de estudar aqui, o CEI já ascendia em mim sentimentos. Nas viagens que fazia com a família para Natal, o colégio que ficava no caminho para casa da minha avó surpreendia pela grandiosidade. A escadaria imponente, os prédios que subiam ladeiras, tinha até uma praça só para ele, pensava a cabeça inocente de criança. Diziam ainda que era o melhor colégio da cidade, do Estado. O CEI parecia algo inatingível, um sonho para poucos.
Pela graça de Deus, as barreiras que separavam não só eu , mas como todos nós concluintes, do acesso a uma educação como a que tivemos foram mais tênues do que as enfrentadas pela maioria dos outros.Quantos dariam tanto para estar entre nós...De diferentes formas e com os sacrifícios e insistências dos nossos pais superamos os desafios e ingressamos ,sem notar, num sonho.
Quando sonhamos dormindo, fica fácil notar que o que se passou não era real. Basta acordarmos para perceber que aquilo foi apenas uma fuga da mente para um estado de espírito em que se queria estar, mas não se podia estar no momento. Quando os vivemos, contudo, os sonhos são difíceis de serem percebidos. Só percebemos a grandiosidade do momento quando ele acaba. Parece estranho, pois sempre ligamos os sonhos a realizações que estão por vir, a aspirações futuras, dificilmente relacionamo-los a realizações que já se passaram.Todos esses últimos momentos que estamos passando juntos, entretanto, mostraram-se ser gradativos despertares. Aos poucos vamos acordando e vendo que o que vivemos aqui dentro e com as pessoas que conhecemos aqui foi mágico, grandioso, intenso, foi felizmente um sonho real.
Durante todo esse tempo, o nosso relógio de vida foi marcado pelo tempo colegial. Você pode não se lembrar, por exemplo, de nada que aconteceu no ano de 2004, mas vai lembrar-se com certeza do aconteceu de especial no ano em que você fez a sexta série. O comum é escutarmos, a minha irmã nasceu quando fazia segunda série, perdi meu avô na terceira série. Em todos esses exemplos é a escola que está marcando o tempo de nossas vidas, mesmo que inconscientemente. Não é apenas com nossos amigos que mantemos laços fortes. Muitos aqui presentes cresceram no CEI. Essa escola tem um valor sentimental que não dá para mensurar. É engraçado que, andando pelo colégio, todo mundo tem alguma coisa para contar sobre cada lugarzinho, cada corredor, cada sala, as conversas na pracinha. E é verdade. Cada espaço que compõe o CEI é repleto de causos. Essas estruturas vivenciaram transformações sociais, modificações na forma de pensar, educar, sempre com a vitalidade e coragem que a juventude de seus 37 anos lhe permitiram.
Quando precisamos o Colégio, na forma de seus mestres, diretores, coordenadores, esteve ao nosso lado, presente. Mesmo que na hora não percebêssemos, sabemos que as ações visavam unicamente o nosso crescimento. Isso fica claro quando percebemos que o sucesso da Instituição depende diretamente do nosso sucesso.Nunca houvera motivo sábio para torcerem contra nós, como muitas vezes queríamos acreditar. Havia sim, motivos para que quisessem abrir nossos olhos, nos fizessem querer vencer, querer superar nossos piores inimigos, nós mesmos.
Pois sim, o CEI sempre inabalável, seguro, sólido, e que desse modo nos fez crescer. Agora também passa, como nós, por uma transição. É impossível não pensar que talvez sejamos a última turma una a estar se formando nos quadros do colégio. Próximo ano, não só uma placa carregará os nomes dos nossos concluintes. Reuniões as pressas durante o ano e o semblante preocupado dos mestres em sala, nos mostravam a apreensão, incerteza e delicadeza que o momento trazia.
Tristeza, nostalgia, medo do que o Colégio está por passar?Não foram esses os valores que o CEI nos ensinou. E não são com esses sentimentos que o colégio sobreviverá. Sustentar as bases sólidas em que a instituição foi arcada pode até não ser fácil, muita gente vai estar torcendo contra, aproveitando o momento turbulento. Mal sabem eles quais são nossos verdadeiros patrimônios. Não são Prédios, fachadas ou mesmo O Nome que nos fazem o que somos. Assim como eu sou Túlio e Maria é Maria, existem vários outros Túlios e Marias por aí. O que nos identifica é o que somos por dentro. E o conhecimento que corre por dentro dessa instituição é o que a diferencia. Somos nós, Mestres e alunos que a construímos. Onde estivermos, dentro de nós, carregaremos com orgulho os ensinamentos e valores de termos sido CEI; aqui dentro, na forma dessa Placa, permanecerá fincado o orgulho que essa Instituição tem de ter nos formado. Hoje , entregues por vocês, nos sentimos prontos para os novos desafios e sonhos em que iremos mergulhar . Esperamos, pelo carinho de termos feito parte dessa história, que o CEI também esteja pronto para superar seus percalços.
A Turma Margarida de Fátima Bilro da Silva, hoje homenageia a todos os que formam o Centro de Educação Integrada. A vocês, nossa eterna gratidão.

Muito Obrigado

3 comentários:

  1. Maravilhoso o texto. Lindo demais! Parabéns.

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  2. MERDA!!!
    Onde eu tava quando você falou isso? Onde eu tava o ano inteiro?

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